Nanomedicina

Nanomedicina é a denominação dada à junção da medicina e da nanotecnologia. Em suma a nanomedicina consiste em usar nanopartículas, nanorobôs e outros elementos em escala nanométrica para curar, diagnosticar ou prevenir doenças.

 

É um dos ramos mais promissores da medicina contemporânea, retendo boa parte dos esforços científicos na busca de novos tratamentos para doenças como o cancro e a AIDS, entretanto a nanomedicina ainda depende de muitos avanços científicos e tecnológicos, já que a tecnologia necessária para a aplicação da nanomedicina ainda é muito imatura.

As pesquisas em nanomedicina são diretamente beneficiadas pelos avanços em biologia molecular e em nanorobótica. Actualmente decorrem muitos estudos sobre os efeitos de nanopartículas e nanorobôs dentro do corpo humano.

As possibilidades de aplicação da nanotecnologia na medicina são imensas. Em teoria, nanorobôs poderiam ser introduzidos no corpo, seja por via oral ou intra-venosa, e então identificaríam e destruiríam células cancerosas ou infectadas por vírus, poderiam regenerar tecidos destruídos e fazer rapidamente uma infinidade de coisas que os medicamentos convencionais (baseados unicamente em química) não conseguem ou demoram para conseguir.

 

Contrariando alguns dogmas, a nanomedicina não é a ciência tão pequenina que não se consegue ver. O prefixo nano, assim como outros (macro e micro, por exemplo), tem um carácter caracterizador da dimensão das coisas. Dizemos, por exemplo, que uma bactéria ou uma partícula são microscópicas e usamos microscópios para as observarmos. É uma ciência,  ainda imatura, se aproxima a um ritmo muito rápido e se prepara para revolucionar a área da saúde. 

Ficção científica?

Imagine o seu corpo invadido por estruturas minúsculas, manipuláveis, um exército de robôs capazes de atacar células cancerígenas, destruir vírus e bactérias, inserir medicamentos em locais específicos, detectar inúmeras doenças tanto em fetos como em crianças ou adultos, desobstruir artérias e obter cristais líquidos capazes de transformar células totipotentes em tecidos...

 

Será isto uma cena retirada de um filme? Não. Muito brevemente tudo isto será possível, a nanomedicina irá trazer à sociedade inovadoras formas de salvar vidas e um conhecimento (que irá levar à cura) de doenças que mais afectam hoje a sociedade mundial, como Alzheimer ou diabetes.

 

Seguiremos para uma nova era de descobertas. A Nanomedicina, porém, deverá levantar também questões éticas. Seremos capazes de entregar a nossa vida a máquinas? Uma coisa é certa: em vez de, como acontece nas salas de cirurgia actuais, encontrarmos dois ou três cirurgiões, um anestesista e muitos enfermeiros, talvez passaremos a encontrar num futuro próximo, um cirurgião, um anestesista e um ou dois enfermeiros. O médico estará sentado numa consola de computador, dentro ou fora da sala de cirurgia, utilizando um robô cirúrgico fazendo exactamente aquilo que antigamente faria com uma equipa bem maior.